De quem são estes olhos? Mais parecem uma floresta verde musgo, densa, profunda e em partes devastada por amores incompreendidos. De quem são estes olhos tão pornográficos, que expõem todo o erotismo e inocência dessa tua alma de menina sapeca? Mais parecem um gramado sem fim, onde os segredos mais profundos se disfarçam de crianças que só vivem a brincar, e onde teus medos mais confusos são como as maçãs vermelhas e durinhas, prontos para serem devorados. De quem são estes olhos? Que em tempos nublados perdem sua juventude e, como se ainda não estivessem preparados para o mundo, fazem chover lágrimas amargas e salgadas? De quem são estes olhos e estas pupilas negras que quase se perdem em sua imensidão, que diminuem de tamanho quando o sol te esquenta a alma e te permite sonhar um futuro de flores e prazeres? De quem são estes olhos que esbanjam ingenuidade, e te enganam, quando dizem ao espelho que você ainda é jovem, e que teus problemas serão sempre infantis?

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